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Nessa dura tempestade lança essa explosão

Estou tremendo e você sabe.
Depois de anos sentindo o mundo desabar lentamente, aguçando os ouvidos, arrepiado os pelos, atiçando a visão. Tentando me proteger, em vão.
Ruíndo, dilacerado, destroçado.
Onde há repouso para um coração há tanto ferido?
O meu terceiro lugar desconhecido,
Quando dois não acolhem e não  se importa em ouvir...
A mente desfigurando um dia comum em mais um dia triste.
O que você vê quando olha em meus olhos?
Você sequer desconfia que minha alegria é falsa?
Que meu sorriso é temporário, esperando a solidão que sempre vem?
A solidão que sempre abraça, por vezes gelada demais.
Ela (a solidão) sabe ser grande tanto quanto cruel,
Olhar quebrado olhando pra dentro
Tentando encontrar algo de bom em mim
olhos umedecidos e visão nublada:
O que há de bom aqui?
Nessa confusão que não se concluí,
Nesse amor que magoa só por amar,
Nessa trajetória irritadiça gritando que não há caminho,
Se não há então porque luto?
Luto, luto. Luto de quê?
Quem morreu além de pouco a pouco o meu próprio ser.
Sei que não percebem o quanto suporto
E que suporto a tempo demais, mas
Há quanto mais?

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