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naquele momento

aquele momento do sonambolismo em que você está prestes a despertar e tudo o que há a sua mente é
-ah, merda-
estou assim há mais tempo do que serei capaz de contar, seria mais simples despertar de vez, mas continuo neste momento anterior em que se repete incessante
-ah, merda-

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te digo, pois

tenho vontade de chorar só de pensar que sendo eu irei sofrer - o saber da dor dói tenho vontade de chorar pois não há onde se encaixar tantos sentimentos e desejos, não sou igual, ninguém é - mas se adequam, não sou igual e não desejo ser tenho vontade de chorar porque sei que o caminho não fica mais fácil, os espinhos estão sempre à espreita, e dizem: fique ok, tudo está bem, vai terminar bem mas não está tudo bem quando o meu eu não é adequado e eu sei e não quero que o seja. quando não quero deixar a essência a favor de outros desejos que também tenho, mas como desvenciar da dor? não se desvencia. Meu eu é só meu e de mais ninguém, mas não estou sozinha.

Caminhos da alma...

Desejo a escuridão da noite a escuridão que eu sequer precise fechar meus olhos, não quero mais ver meu reflexo nos espelhos dos olhos... Por mais que eu queira abraçar a mim mesma deixarei para outro dia que não hoje, faço um pedido para o futuro e são feitos de sentimentos e não palavras, esse pedido. Desejo a luz vibrante da tarde...

Da neblina

Na neblina descendo pelos montes, afogando-os Nem sempre o não conseguir ver é feio e ruim. Também estou afogada Por esta neblina branca demais. Branca demais! - sabe o que vem da neblina?                                um dia de sol pontente-