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Mostrando postagens de janeiro, 2018
Assustador é descobrir que o poço não tem fundo. Assustador é constatar que o meu eu de antes Diria que ao menos há saída lá em cima. Meu eu de hoje não tem essa confiança.
Me afastei de todos para me afastar de mim mesma Não conseguiria ficar longe de mim perto das pessoas que importam E funcionou? Lógico que não, não estava esperando que funcionasse Nem era um plano ou algo assim Era só um "estou de saco cheio de mim mesma, acho que vocês deveriam estar também, não precisam decidir isso, eu decido" Eu só queria fingir que sumir funcionava E uma parte de mim quer continuar lá Nesse lugar aonde eu não existo Minhas proteções são ao mesmo tempo facadas me estripando.
Absorvendo o vento forte que precede uma chuva de verão Devaneio. Essa lembrança de quando estava no primário e aprendia sobre as estações do ano. Essa memória de quando pintei desenhos que eram as coisas mais importantes do mundo. Meu mundo era menor, havia tempestades lá, Mas quanto maior é o mundo mais destruição causa uma tempestade. Estava pensando mesmo no fato de que eu não fui uma criança especial, Dessas que vemos e dizemos "Você vai fazer grandes coisas na sua vida" Tem pessoas que passam essa sensação, essas crianças especiais. É bonito pensar sobre como todos somos especiais, Mas não é sobre isso que meu devaneio devaneia no vento antes da chuva de verão. É sobre expectativas, é sobre alguém confiar em você. Olho pro passado e aquela criança não estava construindo nada, Talvez por isso hoje eu seja uma observadora, Ser uma observadora me faz sentir coisas de formas mais amplas, mas é o que machuca também. Estou olhando para aquela criança e ela está